Eram refeições saboreadas nos campos na ocasião das corridas. Os cardápios incluíam presuntos, assados e tortas doces de diferentes sabores. As carnes silvestres só passaram a integrar o menu em 1572, segundo a enciclopédia inglesa The Oxford Companion to Food.
Foi na segunda metade do século XIX que o piquenique ganhou identidade própria, se separando das caçadas e se tornando moda. Os piqueniques eram feitos tanto em belos cenários campestres como nos exuberantes jardins das casas. Aconteciam em clima de informalidade, com pouquíssimos criados por perto.
Os ingleses, porém, acreditavam que o piquenique deveria ser uma refeição tão civilizada quanto as servidas dentro de casa. Assim, passaram a realizá-lo com louças, talheres e taças, além de champagne de boa qualidade. O cardápio incluía lagosta com maionese caseira, e ponche de whisky, entre outras atrações. A limonada também era popular nessas ocasiões. Não podia faltar um fogareiro, para ferver a água do indispensável chá.
Os impressionistas franceses se renderam ao encanto dos piqueniques e o retrataram em quadros célebres como o de Le Déjeneur sur l'Herbe, de Monet. Porém, existem alguns historiadores que sustentam que os primeiros piqueniques surgiram na Inglaterra e inicialmente designavam festas em que cada convidado levava um prato, doce ou salgado. Mais tarde o termo recebeu sentido de refeição ao ar livre, saboreada em grupo, no campo ou na praia, embora ainda seja costume que cada convidado leve um prato ou uma bebida.
Para os franceses, a palavra deriva de dois termos de seu vocabulário: piquer, que significa "beliscar" a comida, servir-se com as mãos; e nique, algo pequeno e de pouco valor. O cardápio e o estilo do piquenique variam nos diferentes países. A cesta tanto pode comportar alimentos simples, pães e frios, como sofisticadas tortas, terrines, caviar, e grandes vinhos.
Para os americanos, piquenique é festa com crianças à base de pratos simples, com sanduíches, pedaços frios de galinha e ovos cozidos, saboreados sem cerimônia com as mãos.
No Japão, o piquenique é uma experiência estética, um pretexto para apreciar a beleza de fenômenos naturais. Pode ser a florada de crisântemos ou a lua cheia. Os chineses não são grandes entusiastas desse tipo de refeição, mas fazem celebrações ao ar livre para homenagear os ancestrais e nessas ocasiões costumam preparar clássicas receitas de festa: porcos assados inteiros e os famosos "ovos de 100 anos".
Na Europa, ao contrário, piquenique é sinônimo de refeição leve e descompromissada, porém de estilo simples e requintado, ao mesmo tempo.
No Brasil, o piquenique ainda não é um forte hábito. Mas, sempre que termina o inverno, a chegada da primavera convida às refeições ao ar livre.



Acabi de me tornar uma fâ dos SEUS BLOGS, são ótimos!!!!! Aqui em casa somos adeptas aos piqueniques... no quintal!!! Beijocas, Cândida ( mãe da Alice e da Sofia...sobrinhas da Jo!!!
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